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sábado, 1 de dezembro de 2007

lágrimas estilhaçadas, espuma efémera e volátil
larmes éclatées, écume éphémère et volatile

o rumor sem rumo das marés nas mãos de mundos adormecidos

efémera persistência do cântico das águas vivas

longínquos ecos do sopro branco da luz

deslizantes as sombras breves de orbívagos visitantes das areias

as gaivotas, os barcos e eu

na luz esquecida dos equinócios no solstício

sal de dóceis dias no esplendor das dunas

no limiar das portas da aurora e das janelas das vagas de cristal

olhando o artifício de lágrimas estilhaçadas

reflexos de ventos sobre as águas calmas do porto

onde os peixes bebem as sombras dos barcos

vogando no descuido dos homens

a luz extenuada do inverno embriagada da cor do exíguo dia

na calma desordem do eco das ondas crepusculares

noturnos cânticos do segredo dos pássaros

t.almat