
todos os segredos arrastados por ventos de palavras
sofrimentos e e ameaças surdas nas paisagens improváveis
suspensas nas incertezas de olhares
perdidos em mentiras sublimes por caminhos irreconhecíveis
entregues à escuridão de fáceis alegrias

parado o tempo nas escritas brancas dos clavicórdios
quando o mundo
gira na leveza dos esquecimentos orquestrados
sem noite nem palavras
um pouco mais que reconhecíveis
das que não se dizem à mesa dos cafés


